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sexta-feira, 24 de junho de 2016

Evangelho Solenidade do Nascimento de São João Batista - 24 de junho

Comentários ao Evangelho Solenidade do Nascimento de São João Batista
57Completou-se o tempo da gravidez de Isabel, e ela deu à luz um filho. 58Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel, e alegraram-se com ela. 59No oitavo dia, foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. 60A mãe, porém disse: “Não! Ele vai chamar-se João”.
61Os outros disseram: “Não existe nenhum parente teu com esse nome!” 62Então fizeram sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse. 63Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: “João é o seu nome”. E todos ficaram admirados. 64No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus. 65Todos os vizinhos ficaram com medo, e a notícia espalhou-se por toda a região montanhosa da Judeia. 66E todos os que ouviam a notícia ficavam pensando: “O que virá a ser este menino?” De fato, a mão do Senhor estava com ele. 80E o menino crescia e se fortalecia em espírito. Ele vivia nos lugares desertos, até o dia em que se apresentou publicamente a Israel. Lc 1,57-66.80
Sem honra não há verdadeira glória
O povo de Israel ansiava pela glória mundana e por isso rejeitou João Batista, que veio restaurar a verdadeira honra, a fim de preparar a vinda do Messias.
I- Honra e glória: conceitos correlatos
“Nous avons assez de gloire, Monseigneur, mais venez nous rendre l’honneur” (1). Esta frase com a qual Talleyrand saudou e incentivou o Conde d’Artois, que aguardava indeciso, em Nancy, o momento oportuno de dirigir-se a Paris para a restauração da dinastia dos Bourbons, passados os fulgores napoleônicos, foi aureolada de fama. Com ela se encerrava a carta escrita por ele ao irmão do novo rei da França, enviada através de Vitrolles.
Os seus termos, e as circunstâncias históricas que a cercaram, fazem-nos lembrar a situação psicológica e moral na qual se encontrava o povo judeu ao se deparar com o Precursor, às margens do Jordão.
O povo judeu estava pervadido de glória
As miraculosas intervenções de Deus desde o nascimento da nação eleita tinham-na tornado célebre ao longo dos séculos, destacando-a entre todas as outras. As discussões com o Faraó do Egito e as subsequentes dez pragas, a travessia do Mar Vermelho, o maná no deserto, as Tábuas da Lei, a tomada de Jericó, os Juízes, os Reis, etc. — essas realidades grandiosas pervadiram de glória os descendentes de Abraão. Tratava-se, entretanto, mais especialmente de uma glória extrínseca, no seguinte sentido: a fama alcançada pelo povo devido às ações do Onipotente estava muito acima da esquálida virtude de seus beneficiados.
Ora, depois de tantos séculos de correspondência, não só insuficiente, mas até defectiva face a tamanha prodigalidade divina, a mentalidade do povo em geral estava deformada. Justamente, esse distorcido mirante, ao mesmo tempo moral e psicológico, constituía uma das razões pelas quais eles esperavam um Messias de cunho marcadamente político, um novo Davi ou quiçá um outro Moisés, adaptado às necessidades daquela época, para lhes conferir a supremacia sobre todas as gentes. Eles queriam a grandeza para satisfazer seus próprios interesses, inclusive financeiros.
Cristo veio trazer a suprema honra

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Solenidade da Natividade de São João Batista (Missa da Vigília) – 24 de Junho

Comentários ao Evangelho da Solenidade da Natividade de São João Batista (Missa da Vigília) – 24 de Junho

5Nos dias de Herodes, rei da Judéia, vivia um sacerdote chamado Zacarias, do grupo de Abia. Sua esposa era descendente de Aarão e chamava-se Isabel. 6Ambos eram justos diante de Deus e obedeciam fielmente a todos os mandamentos e ordens do Senhor. 7Não tinham filhos, porque Isabel era estéril, e os dois já eram de idade avançada.
8Em certa ocasião, Zacarias estava exercendo as funções sacerdotais no Templo, pois era a vez do seu grupo. 9Conforme o costume dos sacerdotes, ele foi sorteado para entrar no Santuário, e fazer a oferta do incenso. 10Toda a assembleia do povo estava do lado de fora rezando, enquanto o incenso estava sendo oferecido. 11Então apareceu-lhe o anjo do Senhor, de pé, à direita do altar do incenso. 12Ao vê-lo, Zacarias ficou perturbado e o temor apoderou-se dele.
13Mas o anjo disse: “Não tenhas medo, Zacarias, porque Deus ouviu tua súplica. Tua esposa, Isabel, vai ter um filho, e tu lhe darás o nome de João. 14Tu ficarás alegre e feliz, e muita gente se alegrará com o nascimento do menino 15porque ele vai ser grande diante do Senhor. Não beberá vinho nem bebida fermentada e, desde o ventre materno, ficará repleto do Espírito Santo. 16Ele reconduzirá muitos do povo de Israel ao Senhor seu Deus.
17E há de caminhar à frente deles, com o espírito e o poder de Elias, a fim de converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à sabedoria dos justos, preparando para o Senhor um povo bem disposto”. Lc 1,5-17
Nos fatos que circundam a milagrosa concepção e o nascimento do Precursor, vemos a mão de Deus governando os acontecimentos, para sua maior glória.
A força da predestinação eterna
I – Predestinado desde toda a eternidade
Com a celebração da Missa da Vigília, a Santa Igreja inicia a Solenidade da Natividade de São João Batista, cuja figura ímpar mereceu ser elogiada pelos lábios do próprio Salvador: “entre os filhos das mulheres, não surgiu outro maior que João Batista” (Mt 11, 11). Ele é o único Santo — exceção feita de Nossa Senhora — que é comemorado no dia de sua partida para o Céu, a 29 de agosto, e sobretudo no de seu nascimento; privilégio este decorrente do fato de, já libertado das cadeias do pecado original no seio materno, ter vindo a este mundo adornado pela plena posse da graça santificante.1
Com efeito, ele foi idealizado por Deus, desde toda a eternidade, para ser um varão-píncaro que antecedesse o Homem-Deus na “plenitude dos tempos” (Gal 4, 4).
Deus nos concebeu desde todo o sempre