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CONCLUSÃO DOS COMENTÁRIOS AO EVANGELHO – 10º DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO C 2013 Lc 7, 11-17
CONCLUSÃO DOS COMENTÁRIOS AO EVANGELHO – 10º DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO C 2013 Lc 7, 11-17
Nosso Senhor
toma a iniciativa da nossa conversão
Entretanto, o ponto que mais
deve atrair nossa atenção, ao considerar esta passagem do Evangelho, é o fato
de o próprio Cristo haver tomado a iniciativa de operar aquela ressurreição, sem
que a viúva lhe houvesse pedido ou alguém intercedesse em favor dela. Ademais,
tudo indica ter sido a primeira vez que Jesus visitava a cidade de Naim e,
portanto, os habitantes talvez ainda nem sequer O conhecessem, de modo que Ele
não iria exigir um ato de fé da senhora nem do povo que a acompanhava. Por conseguinte,
neste caso, Ele quis realizar um milagre estupendo, passando por cima de todas as
regras, por haver sentido compaixão.
Em Jesus, a capacidade de
compadecer-Se das misérias e das necessidades dos outros é insuperável, inefável
e até inimaginável por qualquer mente humana, pois é infinita e provém de um
Coração arrebatado de amor pelo Pai e, portanto, de amor aos homens, em Deus.
Esse Coração, por ser humano, é também sensível. Ele ama a frágil natureza de
suas criaturas, que Ele mesmo assumiu ao vir ao mundo, e quer cumulá-la de
bens, para fazê-la reinar consigo na eternidade. Tendo Ele subido aos Céus, a
caridade de seu Sagrado Coração permanece sempre junto a nós. Assim sendo,
“conservemos firme a nossa fé. Porque não temos nele um pontífice incapaz de
compadecer-se das nossas fraquezas” (Hb 4, 14-15). Pelo contrário, se ao longo
de sua vida terrena atendeu a todos os que d’Ele se aproximaram, e moveu-Se de
piedade por uma pobre viúva que cruzou seu caminho, por que não terá pena de
nós quando nos acharmos numa situação de necessidade? Quantas vezes Ele mesmo
dá o primeiro passo para se encontrar conosco, tomando a iniciativa de nos
salvar de algum perigo, sem ao menos Lhe havermos dirigido uma súplica, numa
maravilhosa atitude que deixa patente a ternura de seu amor por cada um de nós!
Nada devemos
temer
Por isso, vale a pena viver em
função da Palavra que nos ressuscitou para a vida eterna e nos dá o ânimo
necessário para seguir adiante, enfrentando todos os obstáculos, e
considerando-os apenas como elementos permitidos por Deus para aumentar os
nossos méritos. E se tivermos a infelicidade de cair em pecado, não julguemos que
Ele vai nos rejeitar. Também os mortos, na legislação judaica, não podiam ser
tocados. Entretanto, o Evangelho deste domingo nos mostra Jesus aproximando-Se
do féretro, para nele tocar e ressuscitar aquele jovem falecido.
Não nos alarmemos, então, com
as possíveis tragédias que nos possam sobrevir. Nas circunstâncias mais difíceis,
quando o sofrimento nos assaltar, deitando sua negra sombra sobre nossa vida, lembremo-nos
de que nunca padecemos sozinhos, pois há Alguém que também passa ao nosso lado
e nos acompanha com seu olhar, porque nos ama com um Coração de Pai compassivo
e deseja a nossa salvação eterna. E, sendo Senhor de tudo, tem poder de sempre
nos livrar de todos os perigos e penas que possam nos ameaçar. Isso deve ser
motivo de sustentação e de alegria para nós.
1 BUSSIÈRES,
Le Baron Th. Conversion de M. Marie-Alphonse Ratisbonne. Rélation authentique. 2.ed. Paris:
Ambroise Bray, 1859, p.19.
2
Idem, p.29.
3 ROYO
MARÍN, OP, Antonio. Somos hijos de Dios. Madrid: BAC, 1977, p.60.
4 SÃO
TOMÁS DE AQUINO. Suma Teológica. I-II,
q.109, a.6, ad 1.
5 SANTO AGOSTINHO. De gratia et libero
arbitrio. L.XIV, n.30. In: Obras. 3.ed. Madrid: BAC, 1971, v.VI, p.248-249.
6 Cf. FERNÁNDEZ TRUYOLS,SJ, Andrés. Vida de Nuestro Señor
Jesucristo. 2.ed. Madrid: BAC, 1954, p.276; GOMÁ Y TOMÁS, Isidro. El Evangelio
explicado. Años primero y segundo de la vida pública de Jesús. Barcelona:
Rafael Casulleras, 1930, v.II, p.219.
7 Cf.
GOMÁ Y TOMÁS, Isidro. El Evangelio explicado. Introducción, Infancia y vida
oculta de Jesús. Preparación de su ministerio público. Barcelona: Rafael Casulleras,
1930, v.I, p.147.
8 Cf.
GOMÁ Y TOMÁS, El Evangelio explicado. Años primero y segundo de la vida pública
de Jesús, op. cit., p.219.
9 SÃO JOÃO CRISÓSTOMO. Sermo in Ev. Math.
LXXIII, n.1. In: Obras. Madrid: BAC, 1956, v.II, p.463.
10
BADET, Jean-François. Jésus et les femmes dans l’Évangile. 6.ed. Paris: Gabriel
Beauchesne, 1908, p.223-224.
11
MALDONADO, SJ, Juan de. Comentarios a los Cuatro Evangelios. Evangelios de San
Marcos y San Lucas. Madrid: BAC, 1951, v.II, p.489-490.
12 SÃO
TOMÁS DE AQUINO, op. cit., q.102, a.5, ad 4.
13 Cf.
GOMÁ Y TOMÁS, El Evangelio explicado. Introducción, Infancia y vida oculta de
Jesús. Preparación de su ministerio público, op. cit., p.146-147.
14
MALDONADO, op. cit., p.490.
15 Idem, p.491.
16
LAGRANGE, OP, Marie-Joseph. Évangile selon Saint Luc. 4.ed. Paris: J. Gabalda,
1927, p.211.
17 Cf.
GOMÁ Y TOMÁS, El Evangelio explicado. Años primero y segundo de la vida pública
de Jesús, op. cit., p.220.
18 SÃO TOMÁS DE AQUINO, op. cit., q.107,
a.2.
19 VIGILIA PASCHALIS IN NOCTE SANCTA.
Præconium Paschale. In: MISSALE ROMANUM. Ex decreto Sacrosancti OEcumenici
Consilii Vaticani II instauratum auctoritate Pauli PP. VI promulgatum Ioannis
Pauli PP. II cura recognitum. Iuxta typicam tertiam. Belgium: Midwest
Theological Forum, 2007, p.284.