Mons. João S. Clá Dias
comenta a manifestação da misericórdia de Deus.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
Evangelho 1º Domingo da Quaresma Ano C - Lc 4, 1-13

Comentários de Mons João Clá Dias ao Evangelho 1º Domingo da
Quaresma Ano C - Lc 4, 1-13
Naquele
tempo, 1Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão, e, no deserto, ele
era guiado pelo Espírito. 2Ali foi tentado pelo diabo durante quarenta dias.
Não comeu nada naqueles dias e, depois disso, sentiu fome. 3O diabo disse,
então, a Jesus: “Se és Filho de Deus, manda que esta pedra se mude em pão”.
4Jesus respondeu: “A Escritura diz: ‘Não só de pão vive o homem’”
5O diabo
levou Jesus para o alto, mostrou-lhe por um instante todos os reinos do mundo
6e lhe disse: “Eu te darei todo este poder e toda a sua glória, porque tudo
isto foi entregue a mim e posso dá-lo a quem quiser. 7Portanto, se te prostrares
diante de mim em adoração, tudo isso será teu”.
8Jesus
respondeu: “A Escritura diz: ‘Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele
servirás’”.
9Depois o
diabo levou Jesus a Jerusalém, colocou-o sobre a parte mais alta do Templo e
lhe disse: “Se és Filho de Deus, atira-te daqui abaixo! 10Porque a Escritura
diz: ‘Deus ordenará aos seus anjos a teu respeito, que te guardem com cuidado!’
11E mais ainda: ‘Eles te levarão nas mãos, para que não tropeces em alguma
pedra’”.
12Jesus,
porém, respondeu: “A Escritura diz: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus’”.
13Terminada toda
a tentação, o diabo afastou-se de Jesus, para retornar no tempo oportuno.1
A luta dos dois generais
Pervadidos de
mistério e propícios à meditação, o batismo do Senhor e a tentação no deserto
constituem o pórtico de sua vida pública. Sobre essa matéria muito tem sido
escrito ao longo dos séculos, procurando esclarecer seus mais profundos
significados. Fixemos hoje nossa atenção nas tentações sofridas por Jesus.
Depois da teofania
no Rio Jordão, encontramos no deserto dois sumos generais, Cristo e Satanás,
num enfrentamento face a face. A guerra ali travada tornou-se o paradigma da
luta de todo homem, durante sua existência terrena, a qual, por sua vez, recebe
a influência de um e outro general. A aceitação de uma dessas influências
determina sua vitória ou derrota pessoal.
Ação de Satanás sobre as almas
Sobre o supremo
chefe dos maus e seus sequazes, o próprio Jesus diria mais tarde: “Vós tendes
por pai o demônio e quereis fazer os desejos do vosso pai. Ele foi homicida
desde o princípio e não permaneceu na verdade, por que a verdade não está nele.
Quando ele diz a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai
da mentira” (Jo 8, 44). Características estas que tornam singular o modo de
agir de Satanás Seu governo não é exercido no interior das almas, e nem sequer
infunde nos seus um influxo vital. Ele consegue, isto sim, obscurecer o
entendimento do pecador e apresentar-lhe maus desejos, através de tentações que
lhe sugere. O demônio não tem outra intenção a não ser afastar os homens de
Deus, seu Criador, e levá-los à revolta. Deseja que todos pequem o quanto
possível, para assim perderem o uso da verdadeira liberdade. Na sua ação mais
direta, o demônio explora nos homens a tríplice concupiscência.
De outro lado, ele
odeia a verdadeira união que deve reinar no relacionamento entre os homens, e,
atuando em sentido oposto, visa obter a desagregação da sociedade.
Modo de atuar de Jesus Cristo
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