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sábado, 13 de agosto de 2016

Evangelho Assunção de Nossa Senhora - 15 de agosto

Clique nas imagens abaixo para ler os comentários de Mons João Clá Dias ao Evangelho da Solenidade da Assunção de Nossa Senhora.



quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Comentários à Profecia de Amós

Comentários à Profecia de Amós (Am 3,1-8;4,11-12)
3,1Ouvi, filhos de Israel, a palavra que disse o Senhor para vós e para todas as tribos que eu retirei do Egito: 2“Dentre todas as nações da terra, somente a vós reconheci; por isso usarei o castigo por todas as vossas iniquidades. 3Se duas pessoas caminham juntas, não é porque estão de acordo? 4Se o leão ruge na selva, não é porque encontrou a presa? Se no covil rosna o filhote do leão, não é porque agarrou sua parte?

5Acaso, sem armadilha, se prende uma ave no chão? Acaso dispara a armadilha, antes de capturar a presa? 6Se ressoa na cidade o toque da trombeta, não fica a população apavorada? Se acontece uma desgraça na cidade, não foi o Senhor que fez? 7Pois nada fará o Senhor Deus, que não revele o plano a seus servos, os profetas. 8Ruge o leão, quem não terá medo? Falou o Senhor Deus, quem não será seu profeta?”4,11“Eu arrasei-vos, como arrasei Sodoma e Gomorra, e ficastes como um tição, retirado da fogueira; e, contudo, não voltastes para mim”, diz o Senhor. 12Por isso, assim te tratarei, Israel; e, porque sabes como te vou tratar, prepara-te, Israel, para ajustar contas com o teu Deus.



segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Evangelho XX Domingo Tempo Comum – Ano C – Lc 12,49-53

Comentários ao Evangelho XX Domingo do Tempo Comum – Ano C – Lc 12,49-53
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 49Eu vim para lançar fogo sobre a terra, e como gostaria que já estivesse aceso! 50Devo receber um batismo, e como estou ansioso até que isto se cumpra! 51Vós pensais que eu vim trazer a paz sobre a terra? Pelo contrário, eu vos digo, vim trazer divisão. 52Pois, daqui em diante, numa família de cinco pessoas, três ficarão divididas contra duas 53e duas contra três; ficarão divididos: o pai contra o filho e o filho contra o pai; a mãe contra a filha e a filha contra a mãe; a sogra contra a nora e a nora contra a sogra”. Lc 12,49-53
O fogo purificador!
Anunciando o momento em que a face da Terra será renovada pelo incêndio do amor divino, Nosso Senhor revela a extraordinária força que nasce de seu sacrifício e manifesta o ardente desejo de consumá-lo.
I - As manifestações de amor do Divino Mestre
         Comoventes e admiráveis são as manifestações de misericórdia de Nosso Senhor Jesus Cristo no decorrer de sua vida pública. Sem jamais recusar benefício algum aos infelizes que d’Ele se aproximavam necessitando de auxílio, realizava curas corpóreas e espirituais nunca antes testemunhadas. Certa vez, enquanto caminhava pela estrada que conduzia à cidade de Naim, deparou-se com o funeral de um jovem que falecera deixando a mãe, uma pobre viúva, desamparada e sozinha. Compadecido da triste sorte que a aguardava, Jesus fez o jovem voltar à vida e o restituiu à sua progenitora em excelentes condições físicas, certamente melhores que as anteriores. Noutra ocasião, dez leprosos levantaram a voz a distância, implorando a Ele o fim de seus males. Receberam um olhar benigno do Mestre, seguido da almejada cura, mediante a qual regressaram à vida social, cheios de júbilo. Ainda maiores que estes, porém, eram os benefícios feitos às almas, pelo perdão dos pecados a todos os faltosos compungidos. Incessantes eram os milagres e incomensurável o alcance de seus favores. Por isso, o Apóstolo Pedro sintetizou tais obras afirmando que Ele "pertransivit benefaciendo passou fazendo o bem” (At 10, 38).
         Como ouvimos com frequência palavras cheias de comiseração saídas dos próprios lábios divinos, o ensinamento do Evangelho deste 20º Domingo do Tempo Comum pode causar-nos certa perplexidade por não se coadunar, à primeira vista, com o modo de proceder de Nosso Senhor consignado em outras passagens. Haveria, portanto, uma contradição no ministério de Jesus? Ou suas palavras sobre o fogo, a divisão e o rompimento dos laços familiares contêm uma profundidade que exige uma análise mais acurada? O texto proposto pela Liturgia deste domingo oferece uma privilegiada oportunidade de compreendermos a verdadeira amplitude da perfeitíssima pregação de Cristo e os seus desdobramentos para a vida de cada um de nós.
 II - um novo fogo é trazido à Terra
Naquele tempo disse Jesus aos seus discípulos: 49 “Eu vim para lançar fogo sobre a Terra, e como gostaria que já estivesse aceso!”

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Evangelho Transfiguração do Senhor - Ano C - 6 de Agosto

Comentários ao Evangelho da Festa da Transfiguração do Senhor - Ano C - 6 de Agosto

Naquele tempo, 28b Jesus levou consigo Pedro, João e Tiago, e subiu à montanha para rezar. 29 Enquanto rezava, seu rosto mudou de aparência e sua roupa ficou muito branca e brilhante.
30 Eis que dois homens estavam conversando com Jesus: eram Moisés e Elias. 31 Eles apareceram revestidos de glória e conversavam sobre a morte, que Jesus iria sofrer em Jerusalém. 32 Pedro e os companheiros estavam com muito sono. Ao despertarem, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele.
33 E quando estes homens se iam afastando, Pedro disse a Jesus: “Mestre, é bom estarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”.
Pedro não sabia o que estava dizendo. 34 Ele estava ainda falando, quando apareceu uma nuvem que os cobriu com sua sombra. Os discípulos ficaram com medo ao entrarem dentro da nuvem. 35 Da nuvem, porém, saiu uma voz que dizia: “Este é o meu Filho, o Escolhido. Escutai o que ele diz!”
36 Enquanto a voz ressoava, Jesus encontrou-se sozinho. Os discípulos ficaram calados e naqueles dias não contaram a ninguém nada do que tinham visto.
Como será a glória do Céu?
Fomos criados para a bem-aventurança, mas como será ela? Na Transfiguração, o Divino Mestre levanta o véu da eternidade que nos espera se Lhe formos fiéis até o fim.
I - A glória do Senhor manifestou-se
         Se percorrermos as páginas dos Santos Evangelhos, veremos que não consta outra Transfiguração de Jesus além daquela do Tabor. Uma vez ressuscitado, é verdade, apareceu aos Apóstolos no Cenáculo (cf. Mc 16, 14-18; Lc 24, 36-49; Jo 20, 19-29), a Santa Maria Madalena (cf. Mc 16, 9; Jo 20, 1-18) e às Santas Mulheres (cf. Mt 8, 9-10), mas nada indica ter manifestado então a refulgência descrita nessa grandiosa cena que agora contemplamos. Ali, Ele revelou um diminuto fulgor de sua glória, apesar de ocultar a plenitude do resplendor que Lhe é próprio. Que interpretação dar a este fato tão sublime? Que relação poderá ter conosco, dois mil anos depois? Embora tenhamos comentado a Transfiguração — segundo o Evangelho correspondente aos Anos A e B —, esta passagem presta-se a múltiplos aprofundamentos, com úteis implicações para nossa vida espiritual.
À primeira vista, parece não ter ela um vínculo notável com a vocação do cristão, a qual é recordada tão oportunamente pelo Concílio Vaticano II: “ainda que, na Igreja, nem todos sigam pelo mesmo caminho, todos são, contudo, chamados à santidade e a todos coube a mesma fé pela justiça de Deus (cf. II Pd 1, 1)”.1 A perfeição não é exclusividade dos clérigos nem dos religiosos, devendo brilhar também nos leigos, de maneira que o espírito católico impregne a realidade temporal. E para ser santo não é necessário fazer milagres, nem possuir dons extraordinários ou transfigurar-se, como o fez Jesus. Já no Antigo Testamento, Deus conclamava Israel à santidade: “O Senhor disse a Moisés: ‘Dirás a toda a assembleia de Israel o seguinte: sede santos, porque Eu, o Senhor, vosso Deus, sou Santo’” (Lv 19, 1-2). Por conseguinte, não é fácil estabelecer uma relação próxima entre a vocação genérica dos filhos de Deus à santidade e a Transfiguração de Nosso Senhor, que é um fenômeno miraculoso. Analisemos melhor a questão.
Três testemunhas escolhidas
Naquele tempo, 28b Jesus levou consigo Pedro, João e Tiago, e subiu à montanha para rezar.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Não tenhas medo

É uma ilusão achar que estamos sozinhos em nossas lutas espirituais. Quando Deus nos dá uma missão, Ele vai conosco, nos protegendo de todos os perigos e nos fortalecendo contra todo o mal. Basta que não ponhamos obstáculos para que ele se manifeste plenamente em nós.



sábado, 30 de julho de 2016

Evangelho XIX Domingo do Tempo Comum – Ano C

Evangelho XIX Domingo do Tempo Comum – Ano C - Lc 12, 32-48
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 32“Não tenhais medo, pequenino rebanho, pois foi do agrado do Pai dar a vós o Reino. 33 Vendei vossos bens e dai esmola. Fazei bolsas que não se estraguem, um tesouro no céu que não se acabe; ali o ladrão não chega nem a traça corrói. 34 Porque, onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.
35Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas. 36Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrirem, imediatamente, a porta, logo que ele chegar e bater.
37Felizes os empregados que o Senhor encontrar acordados quando chegar. Em verdade eu vos digo: Ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar à mesa e, passando, os servirá. 38E caso ele chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão, se assim os encontrar.
39Mas ficai certos: se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa. 40Vós também, ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes”.
41Então Pedro disse: “Senhor, tu contas esta parábola para nós ou para todos?”
42 E o Senhor respondeu: “Quem é o administrador fiel e prudente, que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa, para dar comida a todos na hora certa? 43 Feliz o empregado que o patrão, ao chegar, encontrar agindo assim! 44 Em verdade eu vos digo: o senhor lhe confiará a administração de todos os seus bens. 45 Porém, se aquele empregado pensar: ‘Meu patrão está demorando’, e começar a espancar os criados e as criadas, e a comer, a beber e a embriagar-se, 46 o senhor daquele empregado chegará num dia inesperado e numa hora imprevista, ele o partirá ao meio e o fará participar do destino dos infiéis. 47 Aquele empregado que, conhecendo a vontade do Senhor, nada preparou, nem agiu conforme a sua vontade, será chicoteado muitas vezes. 48 Porém, o empregado que não conhecia essa vontade e fez coisas que merecem castigo, será chicoteado poucas vezes. A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!”
Um cofre sem fechadura de nada vale. Assim também, uma alma sem vigilância fica à mercê do inimigo. Por isso Jesus insiste tanto nesta virtude, à qual deve sempre complementar uma autêntica piedade.
I - Virtude da Vigilância
"Vigiai e orai para que não entreis em tentação" (Mt 26, 41), disse o Senhor aos três Apóstolos que mais de perto O acompanhavam na oração no Horto das Oliveiras, na noite em que ia ser entregue. Por mais que o espírito esteja pronto, a carne é fraca, afirmou Ele logo a seguir.

E de fato, a História confere realidade a esta afirmação de Jesus: não poucas almas facilmente perdem o fervor e caem na tibieza, e às vezes até mesmo em pecados graves, por puro descuido. A tal ponto não nos basta somente a oração que a recomendação do Salvador se inicia pela vigilância. Assim como numa fortaleza, havendo uma brecha desguarnecida em sua muralha, por ali penetra o inimigo, da mesma forma o demônio espreita os lados mais débeis de nossa alma para nos atacar e derrotar.
Por isso nos adverte São Pedro: "Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar" (1 Pd 5, 8).
Relação com a prudência
Essa vigilância tem suas raízes na virtude cardeal da prudência. "A prudência não se esconde, mas vela com uma diligência admirável, tal é o medo que tem de ser surpreendida pelas secretas insídias dos maus" (1).

terça-feira, 26 de julho de 2016

Parábola do tesouro escondido

Comentários Mt 13, 44 Parábola do tesouro escondido
"O Reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido num campo que, quando um homem o acha, esconde-o e, cheio de alegria pelo achado, vai e vende tudo o que tem e compra aquele campo."
Os detalhes secundários são omitidos pelo Evangelista. Terão, ou não, sido tratados pelo Divino Mestre? Não temos como o saber. Porém, pode-se imaginar o quanto a exposição de Jesus deve ter sido atraentíssima, pelo fato dEle discorrer sobre os temas através de Sua humanidade e, pari passu, ir iluminando, bem dispondo e auxiliando, pela graça e por Seu poder divino, o fundo da alma de cada um ali presente.
Mateus tem um objetivo concreto em mente. Por isso sintetiza a parábola nos seus elementos essenciais, deixando de lado, por exemplo, a indicação de como foi descoberto o tal tesouro. Conhecemos nós episódios havidos na História, a propósito de descobertas deslumbrantes nessa linha.
Por isso, fica ao encargo de nossa imaginação ambientá-la, completando os pormenores. O homem esconde novamente o tesouro. De uma perspectiva moral, procede bem, não se apropriando das riquezas encontradas. E, ao mesmo tempo, mostra-se prudente não deixando à vista aquelas preciosidades, para evitar as tentações que alguém pudesse ter ao deparar-se com elas.
"Não é necessário adequar este dado [o fato de esconder o tesouro] ao significado da parábola, porque, segundo minha teoria, não é parte dela, senão ornato".7
Maldonado discorre sobre este ponto em particular com muito e sábio critério, glosando considerações feitas por São Jerônimo e São Beda.
Parece-nos curioso que os autores concentrem seus comentários sobre o homem que encontra o tesouro, mas sejam displicentes em considerar o terreno onde estava ele escondido.
Seja-nos permitido fazer uma aplicação a esse propósito.
Olhando para os primeiros tempos da Igreja, vemos quanto custou aos judeus e pagãos convertidos "comprar o terreno" no qual se escondia o tesouro da Salvação. A renúncia exigida era total: família, bens, reputação e até a própria vida. Quão bem procederam, entretanto, os que então abraçaram a Fé Católica! A humanidade atual, qual dos dois papéis representa: o do homem que deseja comprar, ou o do que quer vender? Infelizmente, a quase totalidade dos fatos nos inclina à segunda hipótese. Muitos de nós, hoje em dia, caímos na insensatez de não mais nos importarmos com esse tesouro de nossa Fé, que tanto custou aos nossos antepassados, e pelo qual o Salvador derramou todo o Seu Preciosíssimo Sangue no Calvário. Por quão miserável preço vendemos, alguns de nós, esse tão elevado tesouro, tal como fez Esaú com sua primogenitura, ao trocá-la por um mísero prato de lentilhas! Hoje, mais do que nunca, multiplicam- se as "lentilhas" da sensualidade, da corrupção, do prazer ilícito, da ambição, etc.
Aqui também poderia estar incluída a figura do religioso que se deixa arrastar pelos afazeres concretos e vai se olvidando do "tesouro" pelo qual tudo abandonou em seu primitivo fervor.

Essa plenitude de alegria do homem da parábola deve nos acompanhar a vida inteira, sem interrupção, por ser um dos efeitos da verdadeira Fé. A virtude é um dom gratuito; não se compra. Entretanto, sua posse contínua e crescente custa esforços de ascese, piedade e fervor. É preciso "vendermos" todas as nossas paixões, caprichos, manias, vícios, sentimentalismos, etc., em síntese, toda a nossa maldade. É o melhor "negócio" que se possa fazer nesta Terra.