-->

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Evangelho IV Domingo do Advento – Ano A – 2013 – Mt 1, 18-24

Continuação dos comentários ao Evangelho – 4º Domingo do Advento  - Ano A  – 2013 – Mt 1, 18-24
21a “Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus,...”.
Logo depois de revelar-lhe a miraculosa maternidade de Maria, o anjo dirige-se a São José como verdadeiro chefe da família, a quem compete dar o nome à criança. Trata-se do reconhecimento de sua participação no magno acontecimento da Encarnação: apesar de não haver contribuído em nada fisicamente para aquela concepção, e embora sendo inferior a Jesus e Maria no plano sobrenatural, é-lhe reconhecido o direito, como esposo, sobre o fruto das entranhas de sua mulher.
Cumpre-se a profecia de Isaías
21b “... pois Ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”.
As primeiras palavras do anjo haviam salientado o acerto da atitude heroicamente virtuosa de São José quando, considerando estar diante de uma manifestação sobrenatural cujo significado ele não alcançava, decidiu guardar silêncio e confiar na Providência Divina.
Mas, aqui, a realidade surge mais grandiosa do que ele poderia ter imaginado. O Menino “vai salvar o seu povo dos seus pecados”, disse-lhe o anjo. Ora, isto só é possível a Alguém divino. Deixa assim patente o mensageiro celeste que o filho por nascer de Maria era não só Filho do Altíssimo, mas também Deus Ele próprio.
Com base simplesmente nas profecias do Antigo Testamento, ninguém poderia afirmar que o Messias, o Justo, seria o próprio Criador! Pois a Encarnação do Verbo, a Redenção e a participação do homem na natureza divina, pela graça, são verdades inacessíveis à mente humana pelo mero concurso da razão.
Ademais, ao dizer “vai salvar o povo dos seus pecados”, aponta bem o anjo a diferença entre a missão sobrenatural do Messias e a ilusão mundana, nutrida pelos fariseus, de uma libertação do jugo dos romanos e de uma supremacia temporal do Povo Eleito. “O meu Reino não é deste mundo”, dirá mais tarde Nosso Senhor (Jo 18, 36).
22 “Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: 23 ‘Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, o que significa: Deus está conosco’”.

As palavras do anjo a São José haviam confirmado de modo irretorquível estar se cumprindo naquele momento a profecia feita por Isaías ao rei Acaz, a qual se encontra na Primeira Leitura da liturgia deste domingo: “Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho...” (Is 7, 14). O que fora incompreensível para Acaz por causa da sua dureza de coração, o Esposo de Maria compreendeu inteiramente graças à sua robusta e humilde fé.
A obediência exímia de São José
24 “Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado e aceitou sua esposa”.
Bem podemos imaginar que, vencida a provação, ao acordar de manhã foi São José logo adorar a Jesus Cristo no seu primeiro e mais santo Sacrário: Maria Santíssima. Deus tinha Se encarnado e ali estava, sob sua guarda! Ele já não mais poderia olhar para Nossa Senhora sem adorar o Deus-Menino entronizado naquele incomparável Tabernáculo.
É de supor-se que, sem dizer palavra alguma, ele tenha se ajoelhado diante de Nossa Senhora. Ela teria discernido, por esse ato de seu esposo, que Deus lhe comunicara a grande nova, e deve ter dado graças ao Senhor.
Sem dúvida São José, depois de atravessar, com admirável paz de alma, uma terrível e lancinante provação, teve esse momento gloriosíssimo da adoração ao Menino Jesus vivendo em Maria.
Continua...

Nenhum comentário: