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segunda-feira, 27 de julho de 2015

Evangelho – XVIII Domingo do Tempo Comum – Ano B - Jo 6, 24-35

Comentários ao Evangelho – XVIII Domingo do Tempo Comum – Ano B

Naquele tempo, 24quando a multidão viu que Jesus não estava ali, nem os seus discípulos, subiram às barcas e foram à procura de Jesus, em Cafarnaum. 25Quando o encontraram no outro lado do mar, perguntaram-lhe: “Rabi, quando chegaste aqui?”
26Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, eu vos digo: estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos. 27Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará. Pois este é quem o Pai marcou com seu selo”.
28Então perguntaram: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?” 29Jesus respondeu: “A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”.
30Eles perguntaram: “Que sinal realizas, para que possamos ver e crer em ti? Que obra fazes? 31Nossos pais comeram o maná no deserto, como está na Escritura: ‘Pão do céu deu-lhes a comer’”. 32Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. 33Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. 34Então pediram: “Senhor, dá-nos sempre desse pão”.
35Jesus lhes disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”. ( Jo 6, 24-35)

O pedagogo incomparável
Com insuperável didática, utilizando a figura material da multiplicação dos pães, o Divino Mestre prepara o povo para a aceitação do verdadeiro Pão da Vida, anunciado através dos séculos.
Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP

I – Deus educa o povo eleito

Os textos da liturgia do 18º Domingo do Tempo Comum contemplam episódios que, apesar da grande distância cronológica, guardam íntima relação entre si. A primeira leitura, tirada do Livro do Êxodo, relata uma murmuração dos filhos de Israel por causa da escassez de alimento pela qual passavam no deserto. Estado de espírito que revela a ingratidão característica de pessoas de “cabeça dura e coração de pedra” (Ez 2, 4).
Sem dúvida, como facilmente se compreende, muito árdua deveria ser aquela caminhada de um povo inteiro rumo à Terra Prometida. “Os vales eram cada vez mais estreitos; os montes, mais sombrios. E aquela grandiosa paisagem montanhosa — com seus desfiladeiros pelos quais precisavam passar apertados — tornava-se cada vez mais estranha aos israelitas, acostumados às planícies do Baixo Egito. Essa marcha foi penosa em extremo; a alimentação era escassa, e indizíveis as preocupações pelo descanso e por suas mulheres e filhos. Recordaram-se então do Egito, onde as fadigas haviam sido maiores, mas onde contavam pelo menos com o descanso e a comodidade da noite. Apoderou-se deles uma profunda nostalgia”.1
No Egito, apesar da aspereza inerente à escravidão, após a ingrata labuta diária, não lhes faltava comida em casa. Tenhamos presente que, além da abundância de peixes, as cheias regulares do rio Nilo fertilizavam as terras de modo a, já naquela época, possibilitar três colheitas ao ano. E, naturalmente, nas precariedades de uma marcha pelo deserto, não dispunham das mesmas regalias. Agora, em tudo dependiam da Providência, e muitas vezes, pela intercessão de Moisés, a água tinha de ser obtida da rocha... Ou seja, a instabilidade material era completa, devendo eles a todo momento praticar atos de confiança no auxílio divino, em tantas ocasiões contra todas as aparências.

domingo, 26 de julho de 2015

Comentários ao Evangelho – XVIII Domingo do Tempo Comum – Ano B Jo 6, 24-35

Comentários ao Evangelho – XVIII Domingo do Tempo Comum – Ano B  Jo 6, 24-35

Naquele tempo, 24 quando a multidão viu que Jesus não estava ali, nem os seus discípulos, subiram às barcas e foram à procura de Jesus, em Cafarnaum. 25Quando o encontraram no outro lado do mar, perguntaram-lhe: “Rabi, quando chegaste aqui?”
26 Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, eu vos digo: estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos. 27 Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará. Pois este é quem o Pai marcou com seu selo”.
28 Então perguntaram: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?” 29 Jesus respondeu: “A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”.
30 Eles perguntaram: “Que sinal realizas, para que possamos ver e crer em ti? Que obra fazes? 31 Nossos pais comeram o maná no deserto, como está na Escritura: ‘Pão do céu deu-lhes a comer’”. 32 Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. 33 Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. 34 Então pediram: “Senhor, dá-nos sempre desse pão”.  Jo 6, 24-35
35 Jesus lhes disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”.

O pedagogo incomparável
Com insuperável didática, utilizando a figura material da multiplicação dos pães, o Divino Mestre prepara o povo para a aceitação do verdadeiro Pão da Vida, anunciado através dos séculos.
Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP

I – Deus educa o povo eleito

Os textos da liturgia do 18º Domingo do Tempo Comum contemplam episódios que, apesar da grande distância cronológica, guardam íntima relação entre si. A primeira leitura, tirada do Livro do Êxodo, relata uma murmuração dos filhos de Israel por causa da escassez de alimento pela qual passavam no deserto. Estado de espírito que revela a ingratidão característica de pessoas de “cabeça dura e coração de pedra” (Ez 2, 4).
Sem dúvida, como facilmente se compreende, muito árdua deveria ser aquela caminhada de um povo inteiro rumo à Terra Prometida. “Os vales eram cada vez mais estreitos; os montes, mais sombrios. E aquela grandiosa paisagem montanhosa — com seus desfiladeiros pelos quais precisavam passar apertados — tornava-se cada vez mais estranha aos israelitas, acostumados às planícies do Baixo Egito. Essa marcha foi penosa em extremo; a alimentação era escassa, e indizíveis as preocupações pelo descanso e por suas mulheres e filhos. Recordaram-se então do Egito, onde as fadigas haviam sido maiores, mas onde contavam pelo menos com o descanso e a comodidade da noite. Apoderou-se deles uma profunda nostalgia”.1
No Egito, apesar da aspereza inerente à escravidão, após a ingrata labuta diária, não lhes faltava comida em casa. Tenhamos presente que, além da abundância de peixes, as cheias regulares do rio Nilo fertilizavam as terras de modo a, já naquela época, possibilitar três colheitas ao ano. E, naturalmente, nas precariedades de uma marcha pelo deserto, não dispunham das mesmas regalias. Agora, em tudo dependiam da Providência, e muitas vezes, pela intercessão de Moisés, a água tinha de ser obtida da rocha... Ou seja, a instabilidade material era completa, devendo eles a todo momento praticar atos de confiança no auxílio divino, em tantas ocasiões contra todas as aparências.

Os filhos de Israel se revoltam contra Deus

quinta-feira, 23 de julho de 2015

EVANGELHO XVII DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B - ANO B - Jo 6, 1-15

COMENTÁRIOS AO EVANGELHO DO XVII DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B
Naquele tempo, 1Jesus foi para o outro lado do mar da Galileia, também chamado de Tiberíades. 2Uma grande multidão o seguia, porque via os sinais que ele operava a favor dos doentes. 3Jesus subiu ao monte e sentou-se aí, com os seus discípulos. 4Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. 5Levantando os olhos e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: “Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?” 6Disse isso para pô-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer. 7Filipe respondeu: “Nem duzentas moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um”. 8Um dos discípulos, André, o irmão de Simão Pedro, disse: 9“Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. Mas o que é isto para tanta gente?” 10Jesus disse: “Fazei sentar as pessoas”. Havia muita relva naquele lugar, e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens.
11Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes. 12Quando todos ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discípulos: “Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca!” 13Recolheram os pedaços e encheram doze cestos com as sobras dos cinco pães, deixadas pelos que haviam comido. 14Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: “Este é verdadeiramente o Profeta, aquele que deve vir ao mundo”. 15Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo para proclamá-lo rei, Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte. (Jo 6, 1-15).
Os mais excelentes pães da História
A Providência Divina age sem pressa, com esmerada preparação, sobretudo quando visa obras grandiosas. Qual terá sido a didática empregada pela Sabedoria Eterna para anunciar a instituição da Eucaristia? O Evangelho do 17º domingo do Tempo Comum nos fornece matéria para uma reflexão a este respeito.
Mons. João Scognamiglio Clá Dias
I - ANTECEDENTES
Retornavam os Apóstolos para junto do Divino Mestre, vindos de grandes atividades e pregações coroadas de êxito, apesar de alguns prováveis percalços. À alegria do reencontro se acrescentou o desejo de narrar a Jesus “tudo o que haviam feito e ensinado”, (1) certamente numa atmosfera de muito ânimo, devido à insuperável e paternal acolhida de Quem os ouvia. Era a primeira vez que se afastavam de Jesus para exercer missões apostólicas, a partir das quais já não mais iriam à busca de peixes, debatendo-se contra ventos e tempestades, mas à conquista de almas para o Reino de Deus. Não pequena deve ter sido sua emoção ao se sentirem capazes de expulsar numerosos demônios, convidar todos à penitência e curar muitos enfermos. As impressões e lembranças tornaram os Apóstolos ainda mais expansivos.
Jesus ouviu-os, felicitou-os pelo sucesso e alimentou em suas almas a esperança de um futuro brilhante e promissor. O fervor de noviço alentava com gáudio e consolações aqueles corações recém-convertidos, sobretudo pela satisfação de haverem cumprido com zelo a missão que lhes coubera. Jesus notou, entretanto, o quanto estavam necessitados de um bom repouso (2).
II - O EVANGELHO ANÁLISE E COMENTÁRIOS

terça-feira, 21 de julho de 2015

EVANGELHO XVII DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B - ANO B - Jo 6, 1-15

CONTINUAÇÃO DOS COMENTÁRIOS AO EVANGELHO DO XVII DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B
Nosso Senhor ama a ordem
10 Jesus disse: “Fazei sentar as pessoas”. Havia muita relva naquele lugar, e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens.
É belíssima a delicadeza de Jesus. Como bom anfitrião, faz todos se sentarem sobre a relva por Ele criada. Além do mais, assim o exigia um princípio de boa disciplina. Imaginemos qual não teria sido a balbúrdia produzida por uma multidão faminta a tentar conquistar seu alimento, sem haver quem a harmonizasse. Sentando-se ordenadamente em grupos de cinquenta ou cem, a distribuição dos pães e dos peixes tornava-se fácil.
11Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes.
A narração deste fato, ao ser completada em detalhes pelos outros Evangelistas, adquire um elevado simbolismo prenunciativo da instituição da Eucaristia. Tomando em suas mãos os cinco pães e os dois peixes, Jesus ergueu seus olhos para o céu, partiu-os e entregou-os aos seus discípulos, os quais, por sua vez, os distribuíram às pessoas agrupadas e sentadas pela relva. O milagre da multiplicação saído das mãos de Jesus, continuava a realizar-se nas dos discípulos, evitando assim um contínuo ir e vir destes. Não pequeno deve ter sido o trabalho dos Apóstolos, percorrendo um a um para oferecer pão e peixe. Jamais aquela gente tinha comido tão delicioso manjar. Ele deveria ser extremamente superior ao próprio maná do deserto, pois este não passara pelas divinas mãos de Jesus.
Não houve quem dele não comesse até saciar-se.

domingo, 19 de julho de 2015

COMENTÁRIO AO EVANGELHO XVII DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B - Jo 6, 1-15

COMENTÁRIO AO EVANGELHO XVII DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B
Mons. João Scognamiglio Clá Dias
Naquele tempo, 1Jesus foi para o outro lado do mar da Galileia, também chamado de Tiberíades. 2Uma grande multidão o seguia, porque via os sinais que ele operava a favor dos doentes. 3Jesus subiu ao monte e sentou-se aí, com os seus discípulos. 4Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. 5Levantando os olhos e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: “Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?” 6Disse isso para pô-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer. 7Filipe respondeu: “Nem duzentas moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um”. 8Um dos discípulos, André, o irmão de Simão Pedro, disse: 9“Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. Mas o que é isto para tanta gente?” 10Jesus disse: “Fazei sentar as pessoas”. Havia muita relva naquele lugar, e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens.
11Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes. 12Quando todos ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discípulos: “Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca!” 13Recolheram os pedaços e encheram doze cestos com as sobras dos cinco pães, deixadas pelos que haviam comido. 14Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: “Este é verdadeiramente o Profeta, aquele que deve vir ao mundo”. 15Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo para proclamá-lo rei, Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte. (Jo 6, 1-15).
Os mais excelentes pães da História
A Providência Divina age sem pressa, com esmerada preparação, sobretudo quando visa obras grandiosas. Qual terá sido a didática empregada pela Sabedoria Eterna para anunciar a instituição da Eucaristia? O Evangelho do 17º domingo do Tempo Comum nos fornece matéria para uma reflexão a este respeito.
I - ANTECEDENTES
Retornavam os Apóstolos para junto do Divino Mestre, vindos de grandes atividades e pregações coroadas de êxito, apesar de alguns prováveis percalços. À alegria do reencontro se acrescentou o desejo de narrar a Jesus “tudo o que haviam feito e ensinado”, (1) certamente numa atmosfera de muito ânimo, devido à insuperável e paternal acolhida de Quem os ouvia. Era a primeira vez que se afastavam de Jesus para exercer missões apostólicas, a partir das quais já não mais iriam à busca de peixes, debatendo-se contra ventos e tempestades, mas à conquista de almas para o Reino de Deus. Não pequena deve ter sido sua emoção ao se sentirem capazes de expulsar numerosos demônios, convidar todos à penitência e curar muitos enfermos. As impressões e lembranças tornaram os Apóstolos ainda mais expansivos.
Jesus ouviu-os, felicitou-os pelo sucesso e alimentou em suas almas a esperança de um futuro brilhante e promissor. O fervor de noviço alentava com gáudio e consolações aqueles corações recém-convertidos, sobretudo pela satisfação de haverem cumprido com zelo a missão que lhes coubera. Jesus notou, entretanto, o quanto estavam necessitados de um bom repouso (2).
II - O EVANGELHO ANÁLISE E COMENTÁRIOS

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Paciência

Assista à homilia de Mons João Clá Dias a respeito da paciência.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Evangelho XVI Domingo do Tempo comum – Ano B - Mc 6,30-34

Comentários ao Evangelho XVI Domingo do Tempo comum – Ano B
Naquele tempo: 30 Os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. 31 Ele lhes disse: 'Vinde sozinhos para um lugar deserto, e descansai um pouco'. Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer. 32 Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado. 33 Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé, e chegaram lá antes deles. 34 Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas. (Mc 6,30-34)
Solidão e convívio
A maior felicidade nesta terra encontra-se no convívio, quando este é respeitoso, nobre e elevado. No Céu, esse convívio atingirá a perfeição no pleno gozo da Visão Beatífica. Por isso, à primeira vista não é fácil entender os elogios feitos pelos Santos à solidão. Entretanto, o isolamento pode vir a ser abençoado, pois constitui um meio ideal para um excelente relacionamento com Deus. Pode acontecer que na sadia renúncia ao instinto de sociabilidade, por motivos sobrenaturais, seja-nos dado — por uma especial graça e chamado de Deus — um inefável convívio com Ele.
Reações animais no homem – As paixões
Por sermos compostos de corpo e alma, temos algo em comum com os animais, como também com os Anjos. Em nossa imaginação e apetite sensitivo — sobretudo na raiz de nossas paixões ou emoções — somos semelhantes aos animais. Basta estarmos diante de um objeto que nos atraia ou de um outro que nos cause rejeição, para que nossas emoções e paixões nos levem a reagir de forma irracional.
Uma águia, por exemplo, descerá das alturas num vôo picado e certeiro sobre um coelho a correr pela relva. Nesse ato encontra-se um como que amor dela pelo alimento, nascido do instinto de conservação, e do qual podem brotar, por sua vez, a alegria, a ousadia, como também, o ódio aos obstáculos e às contradições, o temor, etc. Nessas tendências e reações podemos notar uma similitude com o mecanismo de nossas paixões.
Nem sempre as paixões são avassaladoras. Entretanto, não é raro acontecer que o sejam. De si, são neutras. Porém, quando orientadas, governadas e disciplinadas pela vontade e pela razão, e estas pela fé, elas se transformam em poderosos meios para operar maravilhas. No extremo oposto — na sua desordem — temos os vícios, tão frequentes depois do pecado original e, sobretudo, em nossos dias: inveja, ciúmes, mentira, sensualidade, gula, etc.
O amor desregrado às criaturas e a verdadeira felicidade