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quinta-feira, 2 de março de 2017

Evangelho I Domingo da Quaresma - Ano A

Comentários ao Evangelho I Domingo da Quaresma - Ano A
Naquele tempo, 1 o Espírito conduziu Jesus ao deserto, para ser tentado pelo diabo.
2 Jesus jejuou durante quarenta dias e quarenta noites, e, depois disso, teve fome.  Então, o tentador aproximou-se e disse a Jesus: “Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pãesl” 4Mas Jesus respondeu: “Está escrito: ‘Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus”.
5 Então o diabo levou Jesus à Cidade Santa, colocou-O sobre a parte mais alta do Templo, 6 Lhe disse: “Se és Filho de Deus, lança-Te daqui abaixo! Porque está escrito Deus dará ordens aos seus Anjos a teu respeito, e eles Te levarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra”. Jesus lhe respondeu: “Também está escrito: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus!”
8 Novamente, o diabo levou Jesus para um monte muito alto. Mostrou-Lhe todos os reinos do mundo e sua glória,  Lhe disse: “Eu Te darei tudo isso, se Te ajoelhares diante de mim, para me adorar”. 10 Jesus lhe disse: “Vai-te embora, satanás, porque está escrito: ‘Adorarás ao Senhor teu Deus e somente a Ele prestarás culto”. 11 Então o diabo O deixou. E os Anjos se aproximaram e serviram a Jesus (Mt 4, 1 - 1 1).
Sua vitória é nossa força
Ao triunfar sobre o demônio e as tentações no deserto, Nosso Senhor nos dá a principal garantia de que também nós, sustentados pela graça, podemos transpor incólumes todas as lutas espirituais.
“A VIDA DO HOMEM SOBRE A TERRA É UMA LUTA”
Os fenômenos da natureza humana, mesmo os mais comuns, não raras vezes obedecem a leis que, ao serem analisadas com atenção, podem nos proporcionar valiosas lições. E o que acontece quando sofremos uma fratura e somos obrigados, por exemplo, a manter engessado durante longo período um braço ou uma perna. No momento em que o gesso é retirado comprovamos que o membro atingido, embora antes fosse forte e vigoroso, tornou-se flácido. A musculatura ficou atrofiada pela imobilidade, sendo necessário submetê-la a sessões de fisioterapia para readquirir seu aspecto normal. Algo parecido se verifica com o homem que trabalhou a vida inteira e, ao se aposentar, opta por uma existência sedentária, permanecendo sentado na maior parte do dia numa confortável cadeira de balanço. Tal regime o expõe, com o tempo, a alguma grave doença, pois a constituição do ser humano exige movimento, esforço e combate.
Isso tem sua reversibilidade na vida espiritual, e até com maior razão. Nossa alma precisa exercitar-se constantemente na virtude a fim de aderir ao bem com toda a força, para o que as dificuldades, sobretudo a tentação, contribuem com um importante estímulo, como recorda Santo Agostinho: “Nossa vida neste desterro não pode existir sem tentação, já que o nosso progresso é levado a cabo pela tentação. Ninguém se conhece a si mesmo se não é tentado; nem pode ser coroado se não vence; nem vence se não peleja; nem peleja se lhe faltam inimigo e tentações” .
A Liturgia deste 1º Domingo da Quaresma nos ensina a reconhecer a necessidade e o valor da tentação.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Evangelho Quarta-feira de Cinzas

Comentários ao Evangelho Quarta-feira de Cinzas
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1“Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus.
2Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 3Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, 4de modo que a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa.
5Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar de pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 6Ao contrário, quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa.
16Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 17Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, 18para que os homens não vejam que tu estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”. (Mt 6, 1-6.16-18).
No jejum, na oração ou na prática de qualquer boa obra, não se pode erigir como fim último o benefício que daí possa nos advir, mas sim a glória d'Aquele que nos criou. Pois tudo quanto é nosso - exceção feita das imperfeições, misérias e pecados - pertence a Deus.
Mons. João Clá Dias, EP
I - Tempo de penitência e reconciliação
Por meio do Ciclo Litúrgico, com sabedoria e didática, rememora a Igreja ao longo do ano os mais importantes episódios da existência terrena do Verbo Encarnado. As solenidades da Anunciação e do Natal, as comemorações do Tríduo Pascal e da Ascensão de Nosso Senhor aos Céus, entre outras, compõem um variado caleidoscópio, apresentando à piedade dos fiéis diferentes aspectos da infinita perfeição de nosso Redentor. As graças dispensadas pela Providência em cada um desses momentos históricos revivem, de certo modo, e se derramam sobre aqueles que devotamente participam dessas festividades.
Precedendo as solenidades mais importantes - o Nascimento do Salvador e sua Paixão, Morte e Ressurreição - a Igreja destina dois períodos de preparação: o Advento e a Quaresma, pois convém que, para celebrar tão elevados e sublimes mistérios, os fiéis purifiquem suas almas das misérias e apegos, tornando-as mais aptas a receber as dádivas celestes.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

EVANGELHO DE SÃO MATEUS 16, 13–19

 COMENTÁRIOS AO EVANGELHO DE SÃO MATEUS 16, 13–19

Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” 14Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”.
17Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”. (Mt 16,13-19
 Pode o Papa errar?
Em 22 de fevereiro a Igreja comemora a festa da Cátedra do Apóstolo Pedro, a rocha sobre a qual deixou Nosso Senhor Jesus Cristo alicerçada a sua Igreja, e sede infalível da verdade.
I – A natureza humana perante a infalibilidade
Uma curiosa experiência nos facilita compreender quão deficiente é o homem na objetividade em observar e narrar o que vê e ouve. Consiste em dispor um bom número de pessoas, e fazer circular entre elas, desde a primeira até a última, um qualquer comunicado oral, cada uma devendo ouvi-lo da anterior e transmiti-lo à seguinte. Nessas transmissões verbais sucessivas acontece por vezes tal distorção que o comunicado chega ao final com um significado totalmente diverso . quando não contrário… . do inicial.
Falhas como essa são conseqüências do pecado original. Por causa deste, a natureza humana .é lesada em suas próprias forças naturais, submetida à ignorância, ao sofrimento e ao império da morte, e inclinada ao pecado. (Catecismo da Igreja Católica, nº 405).
A transmissão fidedigna de uma verdade e, sobretudo, sua interpretação e conservação, constituíam problemas já para os povos da antiguidade. Mais difícil ainda era explicitar, sem erro, questões metafísicas e sobrenaturais. Nem os tão admirados gregos, romanos e egípcios, com toda a sua sabedoria e ciência, escaparam a esse mal.
O conhecimento das verdades divinas pela religião natural
A partir de nossa razão e da observação das coisas criadas, podemos conhecer muito a respeito de Deus. É a isso que os teólogos católicos chamam de teologia natural, ou religião natural.
 As verdades que os homens podem assim alcançar incluem especialmente a existência de Deus e seus atributos (eternidade, invisibilidade, poder, etc).
Sobre a capacidade humana de atingi-las, São Paulo nos ensina na epístola aos romanos: .Porquanto o que se pode conhecer de Deus, eles [os pagãos] o lêem em si mesmos, pois Deus lho revelou com evidência. Desde a criação do mundo, as perfeições invisíveis de Deus, o seu sempiterno poder e divindade, se tornam visíveis à inteligência, por suas obras; de modo que não se podem escusar. (1, 19-20).
Significativamente, já nos tópicos seguintes desta epístola, o Apóstolo mostra a infidelidade dos gentios a esse conhecimento do Criador, adquirido por meio da religião natural: .Porque, conhecendo a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças. Pelo contrário, extraviaram-se em seus vãos pensamentos, e se lhes obscureceu o coração insensato. Pretendendo-se sábios, tornaram-se estultos. Mudaram a majestade de Deus incorruptível em representações e figuras de homem corruptível, de aves, quadrúpedes e répteis. Por isso, Deus os entregou aos desejos dos seus corações, à imundície, de modo que desonraram entre si os próprios corpos. (1, 21-24).
Essa constatação de São Paulo é um fato universal, verificado ao longo de toda a História. Mesmo quando os homens, por si mesmos, conhecem verdades da teologia natural, não são capazes de conservá-las íntegras e sem erro.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Evangelho VIII Domingo do Tempo Comum - Ano A - Mt 6, 24-34


Comentários ao Evangelho Mt 6, 24-34 -VIII Domingo do Tempo Comum
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 24 “Ninguém pode servir a dois senhores: pois, ou odiará um e amará o outro, ou será fiel a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro. 25 Por isso Eu vos digo: não vos preocupeis com a vossa vida, com o que havereis de comer ou beber; nem com o vosso corpo, com o que havereis de vestir. Afinal, a vida não vale mais do que o alimento, e o corpo, mais do que a roupa?
26 Olhai os pássaros dos céus: eles não semeiam, não colhem, nem ajuntam em armazéns. No entanto, vosso Pai que está nos Céus os alimenta. Vós não valeis mais do que os pássaros? 27 Quem de vós pode prolongar a duração da própria vida, só pelo fato de se preocupar com isso? 28 E por que ficais preocupados com a roupa? Olhai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam. 29 Porém, Eu vos digo: nem o rei Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. 30 Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é queimada no forno, não fará Ele muito mais por vós, gente de pouca fé? 31 Portanto, não vos preocupeis, dizendo: O que vamos comer? O que vamos beber? Como vamos nos vestir? 32 Os pagãos é que procuram essas coisas. Vosso Pai, que está nos Céus, sabe que precisais de tudo isso. 33 Pelo contrário, buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão dadas por acréscimo.
34 Portanto, não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas preocupações! Para cada dia, bastam seus próprios problemas” (Mt 6, 24-34).
Pode-se servir a Deus e às riquezas?
“Sempre tereis convosco os pobres” (Jo 12, 8), respondeu Jesus a Judas que, perplexo diante de um grande gasto de Maria Madalena, para ungir os adoráveis pés do Salvador, perguntara: "Por que não se vendeu esse bálsamo por trezentos denários e não se deu o dinheiro aos pobres?" (Jo 12, 5).
I – Introdução
Eis é a grande ansiedade que pervade as almas de povos e nações dos últimos tempos: a frenética busca dos bens materiais. Ora, segundo os Doutores, tanto mais se dividem os homens, quanto mais se apegam a esses bens. Pelo contrário, tanto mais união, benquerença e paz há entre eles, quanto mais se entregam aos bens espirituais. São Tomás de Aquino se serve várias vezes desse elevado pensamento de Santo Agostinho: "Bona spiritualia possunt simul a pluribus (integraliter) possideri, non autem bona corporalia – Os bens espirituais podem ser possuídos ao mesmo tempo por muitos, não, porém, os bens corporais”.1
Assim, quanto maior for o número dos que possuem os mesmos bens do espírito, tanto melhor será. Ademais, obtém-se grande progresso no conhecimento da verdade, na medida em que se procure ensiná-la e se deseje aprendê-la nos outros.
Eis a liturgia de hoje a nos indicar uma profunda solução para as crises atuais: a da desgastada questão social e a da ameaçada economia mundial.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Comentários Evangelho Mc 8, 27-33

Comentários de Mons João Clá Dias Mc 8, 29-30 
29 Então perguntou-lhes: “E vós quem dizeis que Eu sou?” Pedro respondeu: “Tu és o Cristo”.
E por que Jesus lhes faz essa pergunta?
Jamais por mera curiosidade, pois, enquanto Verbo Eterno, Ele tudo sabia ab initio. Tornar explícito, aos olhos dos Apóstolos, o ridículo dos conceitos gerais a seu respeito, trazia uma enorme vantagem, como sublinha São João Crisóstomo (1), pois os obrigava a se destacarem do mundo e alçarem vôo às mais elevadas camadas do pensamento: à visão sobrenatural. Tanto mais que poucos meses restavam a Jesus para formá-los, antes de subir ao Pai, e era de fundamental importância tornar-lhes explícita a exata noção de quem era Aquele que os havia transformado em pescadores de homens. Por isso, pergunta aos Apóstolos: “E vós, quem dizeis que Eu sou?”
Pedro responderá em nome próprio, e não de todos, como afirmam certos autores. Esse detalhe se tornará patente através dos outros Evangelhos. Marcos omite alguns detalhes importantes, como o elogio feito por Jesus à declaração de Pedro, antes de constituí-lo como pedra fundamental de sua Igreja (cf. Mt 16, 17-19).
Quem comenta com precisão esta passagem é o Cardeal Goma: “Pedro se adianta à resposta dos outros, talvez por tê-los notado vacilantes na opinião a respeito de Jesus. A graça de Deus ilumina seu entendimento, e seu modo de ser impetuoso, ajudado por essa mesma graça, o faz ser o primei ro a proclamar a fé. Noutra ocasião, também tinha sido ele o único a elevar sua voz para falar de Jesus: ‘Respondeu Simão Pedro, e disse...’ (cf. Jo 6, 67-69).
“A definição que Pedro dá de Jesus é plena, precisa, enérgica: Tu és o Cristo, o Messias em pessoa, prometido aos judeus e ardentemente esperado por eles. Mais: Tu és o Filho de Deus! Não, como eram designados os santos, no sentido de uma relação moral de santidade ou por uma filiação adotiva, mas sim o Filho único de Deus, pela natureza divina, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. Se o Apóstolo não tivesse entendido assim, não teria necessitado uma especial revelação de Deus. O que com imprecisão tinham insinuado os Apóstolos em outras ocasiões (cf. Mt 14, 33; Jo 1, 49) é afirmado por Pedro de forma clara e categórica. O Pai de Jesus é Deus vivo: vivo porque é vida essencial que essencialmente gera desde toda a eternidade um Filho vivo. Vivo por oposição às divindades mortas do paganismo.”
Jesus proíbe divulgar que Ele era o Messias
30 Então Jesus ordenou-lhes severamente que não dissessem isto d’Ele a ninguém. 
Em seguida a essa belíssima proclamação de fé realizada por Pedro, os três primeiros Evangelhos registram uma formal e categórica proibição de Jesus aos Apóstolos, de nada contarem a ninguém. Essa ordem de guardar silêncio não havia sido a primeira. Com certa freqüência, era imposta também a certos doentes ou possessos por Ele curados.
De um lado, até então não havia chegado o momento de divulgar revelações que o público ainda não estava suficientemente preparado para compreender. Os erros a propósito da figura do Messias eram substanciais e por demais naturalistas. Por muito menos, o povo já quisera proclamá-Lo Rei (cf. Jo 6,15), com todas as graves e inconvenientes conseqüências políticas que daí decorreriam. Quiçá, neste caso, não seria Ele preso e morto pelos próprios romanos? Ademais, bem poderia acontecer que os fariseus e o sinédrio se aproveitassem dessa circunstância para antecipar a execução de seu plano deicida.
Os próprios Apóstolos só estiveram preparados para pregar com toda eficácia sobre o Cristo, Deus e Homem verdadeiro, depois da descida do Espírito Santo sobre eles. Antes disso, os mesmos equívocos sobre a messianidade assumidos por todo o povo eleito eram compartilhados por eles e, por isso mesmo, muito provavelmente, em seu apostolado apresentariam de maneira defectiva a figura de Jesus. Assim, dado ser o mistério da Encarnação, por sua própria substância, tão insuperavelmente elevado, só mesmo o próprio Verbo de Deus poderia pregá-lo com a devida dignidade. Segundo decretos eternos, a divindade de Jesus devia estar selada pelo Preciosíssimo Sangue do Filho de Deus.

De outro lado, se essa revelação tivesse sido pública, a fé do povo, provavelmente débil, não resistiria à fortíssima prova da Paixão, tal qual se deu com os Apóstolos. Pregar sobre a divindade de um Homem que em breve seria crucificado entre dois ladrões não parecia ser fácil tarefa.
Texto extraído Revista Arautos set 2006

sábado, 11 de fevereiro de 2017

EVANGELHO VII DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO A

COMENTÁRIOS AO EVANGELHO VII DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO A - Mt 5, 38-48
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 38 “Vós ouvistes o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente!’  Eu, porém, vos digo: Não enfrenteis quem é malvado! Pelo contrário, se alguém te dá um tapa na face direita, oferece-lhe também a esquerda! 40 Se alguém quiser abrir um processo para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto!  41 Se alguém te forçar a andar um quilômetro, caminha dois com ele! 42 Dá a quem te pedir e não vires as costas a quem te pede emprestado.  Vós ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!’ Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! 1 Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos Céus, porque Ele faz nascer o Sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre os justos e injustos. 46 Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? ‘ E se saudais somente os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? 48 Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5, 38-48).
I – A IMPORTÂNCIA DO SERMÃO DA MONTANHA
No Evangelho se São Mateus o Sermão da Montanha ocupa três capítulos inteiros — do quinto ao sétimo —, e a Santa Igreja de tal forma valoriza esta pregação do Divino Mestre que lhe destinou seis domingos consecutivos do presente Ciclo Litúrgico, a fim de nos permitir considerá-la com maior profundidade e proveito espiritual. Assim, em domingos anteriores pudemos admirar a beleza das oito Bem-aventuranças (cf. Mt 5, 1-11), recebemos o convite de sermos sal e luz para o mundo (cf. Mt 5, 13-14) e consideramos as palavras de Jesus sobre o pleno cumprimento que Ele veio dar à Lei de Moisés (cf. Mt 5, 17). No próximo domingo veremos a impossibilidade de se servir, ao mesmo tempo, a Deus e às riquezas (cf. Mt 6, 24) e, por fim, no 9 Domingo, Nosso Senhor nos alertará sobre o risco de se construir a casa sobre a areia (cf. Mt 7, 24-27).
É no Evangelho deste 7º Domingo do Tempo Comum, entretanto, que se encontra o cerne de todo o Sermão da Montanha, o qual nos indica a via segura para atingirmos a santidade. No que consiste ser santo? Em alcançar a ousada meta traçada pelo Divino Mestre: “Sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito”.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Comentários Pr 3, 27-34

Assista aos comentários de Mons João Clá Dias a leitura Pr 3, 27-34
Meu filho, 27não recuses um favor a quem dele necessita se tu podes fazê-lo. 28Não digas ao próximo: “Vai embora, volta amanhã, então te darei”, quando podes dar logo! 29Não trames o mal contra o próximo quando ele vive contigo cheio de confiança. 30Não abras processo contra alguém sem motivo, se não te fez mal algum! 31Não invejes o homem violento e não escolhas nenhum de seus caminhos, 32porque o Senhor detesta o perverso, mas reserva sua amizade aos íntegros. 33O Senhor amaldiçoa a casa do ímpio, mas abençoa a morada dos justos. 34Ele zomba dos zombadores, mas concede o seu favor aos humildes. 

Devemos ter um bom relacionamento não somente com Deus, mas com o próximo em função de Deus.