Devemos ser flexíveis à ação da graça. Assista aos comentários de Mons João Clá Dias.
sábado, 31 de dezembro de 2016
sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
Uma Bela História de Natal
O que você faria
para poder voltar a experimentar as alegrias de sua juventude, de sua infância
e dos Natais anteriores? Através deste vídeo queremos ajudá-lo a encontrar algo
que talvez há tempos não sente, a alegria do Natal. Esta alegria se resume em
uma frase cantada pelos anjos na noite mais feliz da história: "Paz aos
homens de boa vontade". Alegria e paz. Se é isso que está buscando, este
vídeo é para você.
terça-feira, 27 de dezembro de 2016
Evangelho Solenidade da Santa Mãe de Deus, Maria – 1º de Janeiro
Clique na imagem
para ler os comentários de Mons João Clá Dias ao Evangelho da Solenidade da Santa Mãe de Deus, Maria – 1º de Janeiro - (Lc 2, 16-21).
segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
EVANGELHO FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA DE JESUS, MARIA E JOSÉ - Ano A
Para ler os
Comentários de Mons João Clá Dias ao Evangelho da Festa da Sagrada Família, Ano
A, Clique na imagem abaixo.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
Evangelho Natal do Senhor (Missa do Dia) – Ano A
Comentários ao Evangelho Natal do
Senhor (Missa do Dia) – Ano A
É uma lei da História,
Deus sempre encontrou uma solução superior aos seus planos anteriores, ao serem estes frustrados pela incorrespondência das criaturas.
Como contemplar o Natal sob o prisma dessa constância
do proceder divino? Acompanhemos os comentários da
Liturgia:
1 No princípio existia o Verbo,
e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. 2 Estava no princípio com Deus.
3 Todas as coisas foram feitas por Ele; e sem Ele nada foi feito. 4 N'Ele
estava a vida, e a vida era a luz dos homens; 5 e a luz resplandeceu nas
trevas, mas as trevas não O receberam. 6 Apareceu um homem enviado por Deus que
se chamava João. 7 Veio como testemunha para dar testemunho da luz, a fim de
que todos cressem por meio dele. 8 Não era a luz, mas veio para dar testemunho
da luz. 9 O Verbo era a luz verdadeira, que vindo a este mundo ilumina todo o
homem. 10 Estava no mundo, e o mundo foi feito por Ele, mas o mundo não O
conheceu. 11 Veio para o que era seu, e os seus não O receberam. 12 Mas a todos
os que O receberam, àqueles que crêem no seu nome, deu poder de se tornarem
filhos de Deus; 13 eles que não nasceram do sangue, nem da vontade da carne,
nem da vontade do homem, mas de Deus. 14 E o Verbo fez-se carne, e habitou
entre nós; e nós vimos a sua glória, glória como de Filho Unigênito do Pai,
cheio de graça e de verdade. 15 João dá testemunho d'Ele e clama: "Este
era Aquele de Quem eu disse: O que há de vir depois de mim é mais do que eu,
porque existia antes de mim". 16 Todos nós participamos da sua plenitude,
e recebemos graça sobre graça; 17 porque a Lei foi dada por Moisés, mas a graça
e a verdade foram trazidas por Jesus Cristo. 18 Ninguém jamais viu a
Deus; o Unigênito de Deus, que está no seio do Pai, Ele mesmo é que O deu a
conhecer (Jo 1, 1-18).
As autênticas obras de arte levam seus autores a com elas se
encantarem logo após o último retoque. O grande Michelangelo foi um exemplo
pitoresco ao contemplar seu famoso "Moisés". A escultura se
apresentou diante de seus olhos com tanta realidade que arrancou de seu
italianíssimo coração a célebre exclamação: "Parla! Perche non
parla?" Sim, só faltava falar aquela bela figura lavrada em mármore. Mas,
para tal, era preciso uma arte ainda mais requintada, a de poder transmitir-lhe
a própria vida. Todavia, Michelangelo nada pôde fazer nesse sentido, a não ser,
cheio de emoção, desferir um golpe de martelo no joelho da estátua,
produzindo-lhe a marca que ainda hoje pode ser vista.
Esse episódio nos faz recordar outro semelhante e mais antigo, o do insuperável
e perfeitíssimo boneco de barro. Modelado com precisão absoluta, seu Autor se
encantou ao contemplá-lo e, sendo infinitamente mais capaz do que Michelangelo,
com um simples sopro, infundiu-lhe a vida humana: "O Senhor formou, pois, o homem do
barro da terra, e inspirou-lhe nas narinas um sopro de vida e o homem se tornou
um ser vivente" (Gen 2, 7). E se isso não bastasse para
consagrar a onipotência de Deus, determinou Ele também a criação de Eva: "Então o Senhor Deus mandou ao homem um profundo sono; e
enquanto ele dormia, tomou-lhe uma costela e fechou com carne o seu lugar. E da
costela que tinha tomado do homem, o Senhor Deus fez uma mulher, e levou-a para
junto do homem" (Gen 2, 21-22). Assim, criou-os na graça, além de infundir-lhes
especiais dons e virtudes.
terça-feira, 20 de dezembro de 2016
Evangelho Missa da Aurora do Natal do Senhor - Lc 2, 15-20
Comentários
ao Evangelho Missa da Aurora do Natal do Senhor - Lc
2, 15-20
15 Quando os Anjos
se afastaram, voltando para o Céu, os pastores disseram entre si: “Vamos a
Belém ver este acontecimento que o Senhor nos revelou”. 16 Os pastores foram às
pressas a Belém e encontraram Maria e José, e o recém-nascido deitado na manjedoura.
17 Tendo-O visto, contaram o que lhes fora dito sobre o Menino. 18 E todos os
que ouviram os pastores ficaram maravilhados com aquilo que contavam.
19 Quanto a Maria,
guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração.
20 Os pastores
voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido,
conforme lhes tinha sido dito (Lc 2, 15-20).
Glória
e Paz!
Neste Natal, em meio aos múltiplos
dramas atuais, ecoam mais do que nunca para nós os cânticos dos Anjos, como
outrora para os pastores. Eles nos oferecem a verdadeira paz, convidando-nos a
subordinarmos nossas paixões à razão, e esta, à Fé.
I - Divina solução
para os problemas atuais
"O presépio de Belém nos mostra o Homem perfeito que, unindo numa
só pessoa a natureza divina e a natureza humana, restitui a esta a melhor parte
de seus privilégios, perdidos pelo pecado, e a plenitude dos benefícios daí decorrentes.
Donde se segue que não temos outro meio de sermos homens - tanto do ponto de
vista espiritual quanto do social - senão o de nos aproximarmos do Homem
perfeito, da plena estatura da vita de Cristo: ‘donec occurramus in virum
perfectum, in mensuram ætatis plenitudinis Christi'". 1
O
caminho para obter a harmonia, a concórdia e a paz
Por essa razão, ajoelhando-nos diante do Menino Deus - como o fizeram os
Sagrados Esposos, os pastores, os Reis Magos e tantos outros -, estaremos
contemplando os mais altos ensinamentos para ordenar toda a nossa vida cristã e
social. Naquela Manjedoura se encontra "o Caminho, a Verdade e a
Vida" (Jo 14, 6).
segunda-feira, 19 de dezembro de 2016
Evangelho Missa da Noite do Natal do Senhor (Missa do Galo) - Ano A
Comentários ao Evangelho da Missa da Noite do Natal do Senhor - Missa do Galo - Ano
A -
Mons João Clá Dias
Aconteceu que, naqueles dias, César Augusto publicou um decreto,
ordenando o recenseamento de toda a terra. Este primeiro recenseamento foi
feito quando Quirino era governador da Síria. Todos iam registrar-se cada um na
sua cidade natal. Por ser da família e descendência de Davi, José subiu da
cidade de Nazaré, na Galiléia, até a cidade de Davi, chamada Belém, na Judéia,
para registrar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. Enquanto estavam
em Belém, completaram-se os dias para o parto e Maria deu à luz o seu filho
primogênito. Ela o enfaixou e o colocou na manjedoura, pois não havia lugar
para eles na hospedaria.
Naquela região havia pastores que passavam a noite nos campos, tomando
conta do seu rebanho. Um anjo do Senhor apareceu aos pastores, a glória do
Senhor os envolveu em luz e eles ficaram com muito medo. O anjo, porém, disse
aos pastores: Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que o será
para todo o povo: Hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um Salvador, que é o
Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: Encontrareis um recém-nascido
envolvido em faixas e deitado numa manjedoura. E, de repente, juntou-se ao anjo
uma multidão da corte celeste. Cantavam louvores a Deus, dizendo: Glória a Deus
no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens por ele amados.
O
Evangelho do nascimento do Menino Jesus
Ao nos aproximarmos
do Presépio, meditemos sobre aqueles acontecimentos que marcaram para sempre a
História e que uma palavra hebraica sintetiza com justeza: Emanuel. Quer dizer
“Deus conosco”, o próprio Senhor de todas as coisas assumiu a natureza humana e
veio para estar no meio de nós.
A
linguagem da Escritura
1Aconteceu que naqueles dias, César Augusto publicou um decreto,
ordenando o recenseamento de toda a terra.
São Lucas, ao introduzir o tema, não se exprime com exageros didáticos,
mas sim, com encantadora singeleza. Encontramos esta mesma simplicidade ao
longo de toda a Sagrada Escritura. Não se trata apenas de um princípio de
sabedoria, mas de arte literária: ao se descrever algo substancialmente
grandioso, torna-se desnecessário utilizar uma linguagem enfática. A ênfase é
indispensável quando queremos chamar a atenção para algo que, de si, não tem ou
parece não ter importância.
O que São Lucas descreverá é o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo,
fato insuperável na História. Deus se fez Homem! O que mais dizer?
sábado, 17 de dezembro de 2016
Evangelho Natal do Senhor ( Missa da Vigília) – Mt 1, 1-15 - Ano A
Comentários ao Evangelho Natal do Senhor ( Missa da Vigília) – Mt 1,
1-15
Davi gerou Salomão, daquela que tinha
sido mulher de Urias. Salomão gerou Roboão; Roboão gerou Abias; Abias
gerou Asa; 8Asa gerou Josafá; Josafá gerou Jorão. Jorão gerou Ozias; 9Ozias
gerou Jotão; Jotão gerou Acaz; Acaz gerou Ezequias; 10Ezequias gerou Manassés;
Manassés gerou Amon; Amon gerou Josias. 11Josias gerou Jeconias e seus irmãos,
no tempo do exílio na Babilônia.
12 Depois do exílio na Babilônia,
Jeconias gerou Salatiel; Salatiel gerou Zorobabel; 13Zorobabel gerou Abiud;
Abiud gerou Eliaquim; Eliaquim gerou Azor; 14Azor gerou Sadoc; Sadoc gerou
Aquim; Aquim gerou Eliud; 15 Eliud gerou Eleazar; Eleazar gerou Matã; Matã
gerou Jacó. 16 Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus chamado
o Cristo. 17Assim, as gerações desde Abraão até Davi são quatorze; de Davi até
o exílio na Babilônia, quatorze; e do exílio na Babilônia até Cristo, quatorze.
18 A origem de Jesus Cristo foi
assim: Maria, sua Mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de
viverem juntos, Ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo.
19 José, seu marido, era justo e, não
querendo denunciá-I.a, resolveu abandonar Maria,em segredo. 20 Enquanto José
pensava nisso, eis que o Anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse:
“José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque
Ela concebeu pela ação do Espírito Santo. 21 Ela dará à luz um Filho e tu lhe
darás o nome de Jesus, pois Ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”.
22 Tudo isso aconteceu para se
cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: 23 “Eis que uma Virgem conceberá
e dará à luz um Filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa:
Deus está conosco”. 24 Quando acordou, José fez conforme o Anjo do Senhor havia
mandado: e aceitou sua esposa. 25 E sem ter relações com Ela, Maria deu à luz
um Filho. E José deu ao Menino o nome de Jesus (Mt I, I -25).
Ele veio
salvar os pecadores...
Ao apresentar a genealogia de Nosso
Senhor Jesus Cristo, São Mateus ressalta que o Verbo assumiu a carne da
humanidade pecadora para sanar todas as suas deficiências
A PREPARAÇÃO IMEDIATA PARA O NASCIMENTO
DE DEUS
Depois do período das quatro semanas do
Advento, a Missa da véspera do Natal do Senhor propicia que, na perspectiva da
comemoração da chegada do Menino Jesus à meia-noite, as graças já comecem a se
fazer sentir, enchendo de alegria os nossos corações. Estas graças,
distribuídas no mundo inteiro em torno do altar, quando Ele vem até nós todos
os dias na Eucaristia, tornam-se mais intensas nesta grande Solenidade na qual
celebramos, litúrgica e misticamente, o Verbo que se fez carne entre nós,
jubiloso acontecimento que nos é anunciado pelo cântico dos Anjos.
Devemos, portanto, arder do desejo de
que o Divino Infante venha não apenas ao Presépio da Gruta de Belém, mas ao
nosso interior para aí estabelecer sua morada, e que Ele também possa nascer, o
quanto antes e de maneira eficaz, no fundo da alma de cada um dos habitantes da
Terra, realizando o que Ele próprio nos ensinou a pedir na oração perfeita,
repetida pela Igreja ao longo de dois mil anos: “venha a nós o vosso Reino;
seja feita a vossa vontade, assim na Terra como no Céu” (Mt 6, 10).
UM DEUS DE ASCENDÊNCIA HUMANA
Qual o momento histórico escolhido por
Deus para Se encarnar?
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
domingo, 11 de dezembro de 2016
Evangelho IV Domingo Advento – Ano A
Comentários
ao Evangelho IV Domingo Advento – Ano A –
Mt 1, 18-24
18 "A origem
de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua Mãe, estava prometida em casamento a
José, e, antes de viverem juntos, Ela ficou grávida pela ação do Espírito
Santo. 19 José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-La, resolveu
abandonar Maria em segredo. 20 Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do
Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: ‘José, filho de Davi, não tenhas
medo de receber Maria como tua esposa, porque Ela concebeu pela ação do
Espírito Santo. 21 Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus,
pois Ele vai salvar o seu povo dos seus pecados'. 22 Tudo isso aconteceu para
se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: 23 ‘Eis que a virgem
conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, o que
significa: Deus está conosco'. 24 Quando acordou, José fez conforme o anjo do
Senhor havia mandado e aceitou sua esposa" (Mt 1, 18-24).
Duas criaturas puramente humanas
intervêm no mais grandioso acontecimento da História: a Encarnação do Verbo.
Diante do silêncio de Maria face à realização n'Ela desse sublime Mistério, São
José atravessa uma provação terrível e lancinante. E pratica, também em
silêncio, um dos maiores atos de virtude jamais realizados sobre a Terra.
I -
Dois silêncios se entrecruzam
Com breves e inspiradas palavras, narra-nos São Mateus o mais grandioso
acontecimento da História, a Encarnação do Verbo, e os episódios subsequentes.
À primeira vista, a singela descrição do Evangelista pode-nos causar a
impressão de que tudo transcorreu de modo suave e aprazível, não havendo lugar
para qualquer sofrimento e menos ainda para a terrível provação que levou São
José à extrema decisão de "abandonar Maria em segredo".
Tanto nesta passagem do Evangelho quanto na de São Lucas que, com igual
simplicidade, narra a Anunciação do anjo a Maria (cf. Lc 1, 26-38),
deparamo-nos com realidades situadas no mais alto plano da Criação, acessíveis
à nossa inteligência somente pela luz da Fé, que nos faz vislumbrar os grandes
mistérios da graça e da glória.
Conforme revela o anjo, Maria será Mãe por obra do Espírito Santo, sem
concurso humano. Precisamente por esse motivo, dir-se-ia ser São José na
Sagrada Família um mero complemento destinado a fazer o papel de pai apenas
para efeitos civis e de opinião pública. Sua função seria, então, quiçá
dispensável, no plano da Encarnação do Verbo e, portanto, na Redenção do gênero
humano.
Sem embargo, uma consideração mais aprofundada do Evangelho proposto
para este 4º Domingo do Advento nos revelará atraentes verdades a respeito
deste varão incomparável, pai adotivo de Jesus e esposo da Virgem Imaculada.
Após
a Encarnação, Maria guarda silêncio
18
"A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua Mãe, estava prometida em
casamento a José e, antes de viverem juntos, Ela ficou grávida pela ação do
Espírito Santo".
De acordo com o direito judaico da época, o matrimônio entre israelitas
era constituído por dois atos distintos aos quais poderíamos chamar de
esponsais e núpcias.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
Homilia Mons João Clá Dias
Comentários de Mons
João Clá Dias à Leitura do Livro do Profeta Jeremias 31,31-34
31“Eis que virão dias, diz o Senhor, em que concluirei com a casa de
Israel e a casa de Judá uma nova aliança; 32 não como a aliança que fiz com seus
pais, quando os tomei pela mão para retirá-los da terra do Egito, e que eles
violaram, mas eu fiz valer a força sobre eles, diz o Senhor.
33 Esta será a aliança que concluirei com a casa de Israel, depois desses
dias, diz o Senhor: imprimirei minha lei em suas entranhas, e hei de
inscrevê-la em seu coração; serei seu Deus e eles serão meu povo. 34 Não será
mais necessário ensinar seu próximo ou seu irmão, dizendo: ‘Conhece o Senhor!’;
todos me reconhecerão, do menor ao maior deles, diz o Senhor, pois perdoarei
sua maldade, e não mais lembrarei o seu pecado”.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
EVANGELHO SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO DE NOSSA SENHORA — 8 DE DEZEMBRO
PARA LER OS COMENTÁRIOS
DE MONS JOÃO CLÁ DIAS AO EVANGELHO DA
SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO DE NOSSA SENHORA — 8 DE DEZEMBRO — CLIQUE NA IMAGEM OU NO LINK ABAIXO.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
Evangelho I Domingo do Advento – Ano A
Comentários ao Evangelho I Domingo do Advento – Ano A
Naquele tempo, Jesus disse aos seus
discípulos: 37 “A vinda do Filho do Homem será como no tempo de Noé. 38 Pois
nos dias, antes do dilúvio, todos comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em
casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. 39 E eles nada perceberam, até
que veio o dilúvio e arrastou a todos. Assim acontecerá também na vinda do
Filho do Homem. 40 Dois homens estarão trabalhando no campo: um será levado e o
outro será deixado. 41 Duas mulheres estarão moendo no moinho: uma será levada
e a outra será deixada. 42 Portanto, ficai atentos! porque não sabeis em que
dia virá o Senhor. 43 Compreendei bem isso: se o dono da casa soubesse a que
horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse
arrombada. 44 Por isso, também vós ficai preparados! Porque na hora em que
menos pensais, o Filho do Homem virá” (Mt 24, 37-44).
A vigilância: uma esquecida virtude?
Ao se iniciar o Ano Litúrgico, o Divino Mestre nos exorta a termos
sempre diante dos olhos o fim último para o qual fomos criados e a estarmos
preparados para o encontro com o Supremo Juiz. Para tal é indispensável a
prática de uma virtude muitas vezes esquecida ou menosprezada: a vigilância.
I – Fundamental
virtude da vigilância
Ao
contemplar a natureza, seja no campo aberto, ou no interior de uma floresta,
chamam-nos a atenção certos aspectos, dos quais podemos haurir uma lição para
nossa vida espiritual. Vemos, por exemplo, o voo de um pássaro levando no bico
um graveto a fim de construir o ninho para colocar os ovos e perpetuar sua
espécie. Aquilo é feito com a precisão de um marceneiro – apenas por instinto e
não por ter inteligência –, uma verdadeira obra de arte. Imaginemos, então, que
essa ave recebesse uma alma, não como o principium vitæ que vegetais e animais
têm, mas uma alma imortal como a do homem, que subsiste mesmo quando separada
do corpo pela morte. Em tal caso, caberia ao pássaro considerar mais valioso o
ninho que ele está armando ou a existência eterna de sua nova alma? A segunda
opção é evidente. Sem deixar de fazer o ninho, ele deveria concentrar a
primeira preocupação no seu destino sempiterno.
Ora,
Deus dotou o homem desta alma imortal. A morte atinge apenas a parte animal da
natureza humana, o corpo, o qual ainda ressuscitará. Por conseguinte, o homem
tem obrigação de dar mais importância à alma que ao corpo, tudo fazendo com
vistas à eternidade, sem, no entanto, descuidar do que é transitório, sem
deixar de trabalhar, de ordenar o lar, de educar os filhos, caso siga a via
matrimonial, ou de cumprir outras obrigações se abraçou a via religiosa. Não
obstante, muitas vezes ocorre uma tragédia: o homem volta-se exageradamente
para as coisas concretas e se esquece do que advirá após sua morte e no Juízo
Universal.
Com
o Advento inicia-se um novo Ano Litúrgico. As quatro semanas deste período
simbolizam os milênios que a humanidade esperou pelo nascimento do Salvador.
São dias de penitência e de expectativa que a Igreja propõe como preparação
para a vinda do Menino Jesus, na Solenidade do Natal, bem como no fim dos
tempos.
Por
isso, a Liturgia do 1º Domingo do Advento tem em seu início o seguinte pedido,
na Oração do Dia: “concedei aos vossos fiéis o ardente desejo de possuir o
Reino Celeste, para que, acorrendo com as nossas boas obras ao encontro do
Cristo que vem, sejamos reunidos à sua direita na comunidade dos justos”.1 É no
desejo ardente do Céu e fixando nossos olhos no fim do mundo e na eternidade
que teremos forças para praticar a virtude e realizar boas obras.
Em
tempo de guerra, se uma sentinela dorme no posto a corte marcial a sujeitará a
penas severas por ter abandonado sua obrigação; todos nós somos sentinelas numa
guerra muito mais grave do que a defesa da pátria terrena. São Pedro diz que o
demônio ronda em torno de nós como um leão, querendo nos devorar (cf. I Pd 5,
8). Constantemente nos vemos cercados de perigos e, se queremos salvar nossa
alma, é preciso estar sempre em estado de alerta, sermos vigilantes.
Vigilância:
eis o sinal distintivo do Evangelho que abre o Ano Litúrgico.
domingo, 4 de dezembro de 2016
Evangelho III Domingo do Advento Domingo “Gaudete” - Ano A
Comentário ao Evangelho III Domingo do Advento (Domingo “Gaudete”)
Naquele tempo, 2 João estava na prisão. Quando ouviu falar das obras de
Cristo, enviou-Lhe alguns discípulos, 3 para Lhe perguntarem: “És Tu, Aquele
que há de vir, ou devemos esperar um outro?”
4 Jesus respondeu-lhes: “Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo:
5 os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são curados, os
surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados. 6 Feliz
aquele que não se escandaliza por causa de Mim!”
7 Os discípulos de João partiram, e Jesus começou a falar às multidões
sobre João: “O que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? 8 O que
fostes ver? Um homem vestido com roupas finas? Mas os que vestem roupas finas
estão nos palácios dos reis.
9 Então, o que fostes ver? Um profeta? Sim, Eu vos afirmo, e alguém que
é mais do que profeta. 10 É dele que está escrito: ‘Eis que envio o meu mensageiro
à tua frente; ele vai preparar o teu caminho diante de Ti’. 11 Em verdade vos
digo, de todos os homens que já nasceram, nenhum é maior do que João Batista. No
entanto, o menor no Reino dos Céus é maior do que ele” (Mt 11, 2-11).
O caminho para a felicidade
A procura da
felicidade norteia a existência de toda criatura humana, por disposição divina.
A Liturgia do Domingo “Gaudete” indica o verdadeiro caminho para encontrá-la e
oferece um exemplo seguro a seguir.
Mons.
João Scognamiglio Clá Dias, EP
I – Uma lufada de ânimo para chegar até o fim
Dizia o célebre
teórico de guerra Karl von Clausewitz1 que a melhor forma de vencer um
adversário é fazê-lo perder o ânimo de combater, pois a quebra de sua força
moral é a causa principal de seu aniquilamento físico. Assim, quando
empreendemos uma ação com desânimo, não atingimos a meta. Pelo contrário, quem
tem uma confiança sólida, baseada numa fé vigorosa, desenvolve energias e
entusiasmo para perseverar até o fim com galhardia. Se, por acaso, na
realização de um árduo esforço, sentimos faltar o fôlego, basta uma lufada de
esperança para redobrar as boas disposições e garantir o sucesso.
A Igreja, no 3º
Domingo do Advento — chamado Domingo Gaudete —, tem em vista este propósito:
fazer uma pausa nas admoestações do período de penitência e amenizar a tristeza
causada pela lembrança dos pecados cometidos, para considerar com alegria a
perspectiva do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Em breve seremos
libertados de nossa miséria, se soubermos ouvir os seus ensinamentos e nos
abrirmos às graças que Ele nos traz, e poderemos seguir adiante com entusiasmo,
confortados pela certeza de que nos será dada a salvação. Esse verdadeiro
gáudio pela próxima vinda do Redentor é a nota tônica desta Missa, simbolizada
pela cor rósea dos paramentos e expressa nos textos litúrgicos, sem, todavia,
excluir totalmente o caráter penitencial. Depois do pecado original, a cruz
tornou-se indispensável para obtermos a glória no cumprimento da finalidade
para a qual fomos criados.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
Homilia Mons Jão Clá Dias - Advento
Tempo do Advento
Comentários de Mons João Clá Dias ao Evangelho de São Mateus
7,21-29
A palavra de Deus posta em prática
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Nem todo aquele que me
diz: 'Senhor, Senhor', entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a
vontade de meu Pai que está nos céus. Naquele dia, muitos vão me dizer:
'Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos? Não foi em teu nome que
expulsamos demônios? E não foi em teu nome que fizemos muitos milagres?' Então
eu lhes direi publicamente: 'Jamais vos conheci. Afastai-vos de mim, vós que
praticais o mal. Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática,
é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva,
vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque
estava construída sobre a rocha. Por outro lado, quem ouve estas minhas
palavras e não as põe em prática, é como um homem sem juízo, que construiu sua
casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e
deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína foi completa!' Quando Jesus
acabou de dizer estas palavras, as multidões ficaram admiradas com seu
ensinamento. De fato, ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os
mestres da lei.
sábado, 26 de novembro de 2016
Evangelho II Domingo do Advento - Ano A – Mt 3, 1-12
Comentários ao Evangelho 2º Domingo do Advento - Ano A – Mt 3, 1-12
Mons João Clá Dias
Naqueles dias, apareceu João Batista,
pregando no deserto da Judeia: 2 “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está
próximo”. João foi anunciado pelo profeta Isaías, que disse: “Esta é a
voz daquele que grita no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai suas
veredas!”
João usava uma roupa feita de pelos
de camelo e um cinturão de couro em torno dos rins; comia gafanhotos e mel do
campo. Os moradores de Jerusalém, de toda a Judeia e de todos os lugares
em volta do rio Jordão vinham ao encontro de João. 6 Confessavam seus pecados e
João os batizava no rio Jordão. Quando viu muitos fariseus e saduceus
vindo para o batismo, João disse-lhes: “Raça de cobras venenosas, quem vos
ensinou a fugir da ira que vai chegar? 8 Produzi frutos que provem a vossa conversão.
Não penseis que basta dizer: Abraão é nosso pai’, porque eu vos digo: até mesmo
destas pedras Deus pode fazer nascer filhos de Abraão.
O machado já está na raiz das
árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e jogada no fogo. ‘Eu
vos batizo com água para a conversão, mas Aquele que vem depois de mim é mais
forte do que eu. Eu nem sou digno de carregar suas sandálias. Ele vos batizará
com o Espírito Santo e com fogo. 2 Ele está com a pá na mão; Ele vai limpar sua
eira e recolher seu trigo no celeiro; mas a palha Ele a Queimará no fogo que
não se apaga” (Mt 3, 1-12).
Tempo de uma nova conversão
Ao invectivar a hipocrisia dosfariseus
e saduceus, São João nos põe na perspectiva do Juízo Final, do qual ninguém
poderá escapar. Naquele dia, de nada valerão as exterioridades se não tivermos
produzido frutos que provem a nossa conversão.
ADVENTO, TEMPO PARA UMA REVISÃO
Quando um navio vai sair do estaleiro
pela primeira vez, é costume realizar-se uma cerimônia na qual a nova ‘
embarcação recebe o nome e, como desfecho do ato, uma garrafa de champanhe é
quebrada de forma espetacular no casco, escorrendo ali todo o seu precioso
líquido. Segundo uma antiga crença, quanto melhor for a qualidade do espumante
maior será a probabilidade de que o navio singre os mares com segurança. Depois
disso, com o costado recém-pintado, liso e completamente limpo, a embarcação é
lançada na água e começa a navegar pelos oceanos. Com o passar dos anos a
velocidade do navio vai diminuindo, não por perda de força do motor, mas porque
no casco se incrustam moluscos em grande quantidade que dificultam a navegação.
Para recuperar a rapidez inicial é imperioso retornar ao estaleiro e remover
essa crosta. Também os automóveis quando são novos funcionam bem, e depois de
certo tempo de uso é necessário submetê-los a uma revisão, a fim de garantir o
bom desempenho de seu mecanismo.
Em relação à saúde, nossa situação é
parecida. Periodicamente temos de nos submeter a um checkup médico ou ir ao
dentista para verificar se tudo está em ordem. Mas, sobretudo, necessitamos
fazer uma revisão.., da alma. Temos de analisar com frequência nossa vida
espiritual, porque, apesar de sermos batizados, recebermos os Sacramentos com
assiduidade e praticarmos com seriedade a Religião, é frequente passarmos por
circunstâncias que nos levam a cometer certas imperfeições ou a nos apegarmos
às vaidades deste mundo, e adquirimos manias e maus hábitos.
terça-feira, 22 de novembro de 2016
Homilia de Mons João Clá Dias - Advento
Homilia de Mons João Clá Dias - Advento
Não podemos conceber uma vida onde nossa visão do mundo seja
meramente natural, divorciada Deus, pois a inteligência é indissociável da fé.
A fé deve iluminar a inteligência para que ela se abra à contemplação de Deus
nas coisas deste mundo e assim elevarmo-nos, por meio da criação, a seu
Criador.
Naquele
tempo, 27partindo Jesus, dois cegos o seguiram, gritando: “Tem piedade de nós,
filho de Davi!” 28Quando Jesus entrou em casa, os cegos se aproximaram dele.
Então Jesus perguntou-lhes: “Vós acreditais que eu posso fazer isso?” Eles
responderam: “Sim, Senhor”. 29Então Jesus tocou nos olhos deles, dizendo:
“Faça-se conforme a vossa fé”. 30E os olhos deles se abriram. Jesus os advertiu
severamente: “Tomai cuidado para que ninguém fique sabendo”. 31Mas eles saíram,
e espalharam sua fama por toda aquela região. ( Mt 9,27-31)
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